quarta-feira, 19 de setembro de 2007

> Barclay James Harvest - o meu tributo!

Deambulando pelo YouTube http://br.youtube.com/results?search=related&search_query=Barclay%20James%20Harvest%20BJH&v=Ny_KFLDidIA recordo alguns vídeos dos Barclay James Harvest.
Habituei-me desde a infância a ouvir Barclay James Harvest.
Cresci apreciando esta banda, coleccionando os discos de vinil, que ainda guardo religiosamente, e mais tarde os CD e os DVD.
Os BJH têm-me proporcionado ao longo da vida momentos de muito prazer, tantas são as baladas e tantas são as letras das suas músicas que nos falam no profundo da nossa alma.
Na minha adolescência sentia que, por apreciar esta música, pertencia a uma espécie de tribo, porque os BJH nunca terão sido uma banda de massas, e ainda bem, porque souberam quase sempre manter uma qualidade muito acima da média.
Para muitos, inclusive para mim, foram uma banda de culto.
Ainda hoje, em momentos especiais, me emociono quando ouço alguns dos seus temas mais melódicos e simplesmente tão simples…
Nos momentos mais felizes da minha vida, a sua música esteve presente, mas também nas fases menos boas procurei refúgio naquele porto, qual bálsamo.
BJH: A sua sonoridade é absolutamente fantástica e eterna.
Enquanto banda, infelizmente, terminaram em meados dos anos 90, após quase 30 anos de carreira.
Para todo sempre, deixaram os seus registos sonoros (dezenas de discos), tão singelos, mas profundos…
Convido-vos a ouvir "Poor Man´s Moody Blues", um dos temas "antiguinhos", mas um dos que mais me remetem para o mundo em que me revejo.

Nova barragem no Tâmega desagrada amarantinos!

Por estes dias, Amarante agita-se com a possibilidade de construção de uma barragem em Fridão, já anunciada como prioridade pelo Ministério do Ambiente.
Os amarantinos andam apreensivos com a possibilidade de a nova albufeira, poucos quilómetros a montante da cidade, poder vir a ter um impacto muito negativo nas paisagens do Tâmega, mormente na cidade, mas também na zona de Fridão, uma das mais belas do concelho e conhecida pela prática da canoagem.
O presidente da Câmara, apoiado por todos os partidos com assento no executivo municipal, já afirmou que se opõe ao projecto e este dado, incontornável, faz adivinhar que o governo terá vida difícil para levar a sua ideia por diante.
Se insistir em fazê-lo, há-de enfrentar, estou certo, a oposição determinada do povo de Amarante, que preza, como ninguém, o romantismo da sua bela cidade.

terça-feira, 18 de setembro de 2007

> Maria Augusta Amado, uma senhora com uma vivência extraordinária!

A comendadora Maria Augusta Amado é uma senhora, natural de Amarante, mas há 40 anos radicada no Porto, que tive o prazer de entrevistar por estes dias para "O Jornal de Amarante".
Ouvi-la foi gratificante, sobretudo quando falou, com entusiasmo e afabilidade, do trabalho que tem desenvolvido no movimento que fundou, chamado "Vencer e Viver", uma organização feminina de voluntariado, que trabalha em articulação com o IPO do Porto, que se dedica há 25 anos a apoiar as mulheres vítimas de cancro da mama.
No fim deste mês, vai apresentar, no Porto, o seu livro "Achados da Minha Vida", um trabalho onde descreve a sua vasta actividade de voluntariado e exterioriza o que lhe vai na alma após tantos anos ao serviço do próximo.
O seu trabalho, recordo, foi reconhecido pelo Presidente da República, Jorge Sampaio, em 2005, com a atribuição da comenda "Ordem de Mérito".

domingo, 16 de setembro de 2007

> Velha Alameda de Santa Quitéria mete dó!!!

Não sei de quem é a responsabilidade, mas, por Felgueiras, o que vemos na “velha” Alameda de Santa Quitéria mete dó!!!

Aquela que já foi pomposamente apelidada como a sala de visitas da cidade é hoje um local quase votado ao abandono, tal é a degradação dos seus jardins e mobiliário urbano, que em nada dignifica Felgueiras. A relva há muito deu lugar à terra batida, eivada de pó e alguns chafarizes são hoje depósito de pedras.

Quem nos visita fica, por certo, muito mal impressionado...Para quem direito fica o repto:
Urge fazer-se algo!

Por este país "adentro"...




sábado, 15 de setembro de 2007

> Por terras de S. Pedro do Sul...

Nestas altaneiras paragens, às portas da aldeia da Pena, detive-me por longos minutos, absorvendo cada segundo daquele fim de tarde tão ternurento.


> Por terras do Baixo Minho...

Também o Baixo Minho é especial. Por lá, de quando em vez, vou fazendo incursões que me remetem para a infância por terras do Alto Ave. Do seu verde fogoso trago revigorantes momentos de deleite, que guardo religiosamente no meu âmago.







> O nosso Douro fascinante...

Desde a minha infância que o magestoso rio Douro exerce um fascínio muito especial.
O seu leito é magnífico e as suas águas curvilíneas transmitem uma tranquilidade imensa.
Dali avistamos as margens de muitas cores e formas à medida que planamos rumo ao interior, onde, numa mescla de aromas e cores, qual maná para os sentidos, nos espera o Douro Vinhateiro - Património Mundial.
Um passeio que recomendo, sobretudo para os que insistem em visitar destinos tropicais além fronteiras e, numa ignorância grotesca, desconhecem alguns tesouros deste nosso Portugal.






quinta-feira, 13 de setembro de 2007

> Dois projectos, duas realidades!

Há alguns anos, recordo-me, foram apresentados, quase em simultâneo, com certeza por mera coincidência, dois projectos para a construção de outros tantos complexos de piscinas, um para Idães (Felgueiras) e outro para Vila Meã (Amarante).
Sobre os dois, escrevi peças jornalísticas, antevendo o que efectivamente seria cada um deles, representando até investimentos semelhantes.
Volvidos uns anos, o complexo de piscinas de Vila Meã (foto), orçado em 3 milhões de euros, está pronto a inaugurar, o que deverá acontecer nas próximas semanas pelo secretário de Estado da tutela, Laurentino Dias.
Quanto às piscinas de Idães, infelizmente, que eu saiba, continua ser ter saído do papel, como outros projectos que em Felgueiras sem têm vindo a anunciar pomposamente no decurso dos anos, mas continuam apenas no rol das obras virtuais!

> O caso Madeleine!

Nas últimas semanas todos temos dado grande atenção aos últimos desenvolvimentos do caso Madeleine, a criança inglesa desaparecida a 3 de Maio.
Depois de as autoridades, numa fase inicial da investigação, terem apostado na tese de rapto da criança, nas últimas semanas a PJ começou a acreditar na hipótese de homicídio, baseada em indícios decorrentes de provas entretanto encontradas, nomeadamente alegados vestígios biológicos do corpo da criança. Esta evolução fez com que os pais da criança passassem de testemunhas a arguidos.
O cidadão comum acompanha este caso tão mediático com natural interesse, mas todos temos de reconhecer que faltam elementos objectivos para que possamos tirar conclusões. Aquilo que existe são apenas indícios demasiado vagos, sobretudo para uma leitura segura do que terá acontecido à menina.
Nos últimos dias, tão férteis em desenvolvimentos, designadamente a partida do casal inglês para o seu país, causou-me alguma estranheza as discussões que tenho ouvido em torno do assunto, a começar por programas televisivos e radiofónicos, nos quais especialistas vão esmiuçando as diferentes visões do assunto, consoante as suas especialidades, mas que culminam quase sempre com a mesma conclusão: faltam dados objectivos para se saber o que efectivamente possam ser emitidas teses conclusivas quanto ao que se passou efectivamente com a criança. O mesmo se vai passando entre os cidadãos comuns. Estes vão discutindo nas suas casas, nos cafés, nos salões da cabeleireira, etc, etc. Mas, ao contrário de alguns especialistas que vamos ouvindo em fóruns organizados pelos órgãos de comunicação social, o português comum aparenta, por vezes, estar mais seguro sobre o que opina, também neste caso. Em círculos privados, todos temos assistido a algumas discussões acesas. Fico atónico com a firmeza com que algumas pessoas defendem esta ou aquela tese a propósito do desaparecimento de Madeleine. Fazem-no com base em indícios ou outras informações relatados por jornalistas e que, mais grave ainda, acabam por merecer interpretações difusas, por vezes até distorcidos, por parte de quem os ouve, consoante uma maior ou menor apetência sensacionalista ou até uma incapacidade de compreensão dos termos técnicos usados por especialistas.
Apercebo-me, por exemplo, que alguns cidadãos comuns ousam criticar a forma como está a ser conduzida a investigação, como se qualquer um de nós tivesse efectivos conhecimentos para produzir esse tipo de análise e como se no caso não estivessem profissionais da polícia criminal que não serão propriamente uns aprendizes. Todos temos direito a ter uma opinião, mas, em nome da humildade, devemos contextualizá-la, sobretudo quando não estamos munidos de elementos essenciais para produzirmos uma conclusão suficientemente sustentada. Diria que muitos portugueses são mesmo assim... Adoram uma boa discussão a propósito de qualquer coscuvilhice, quase sempre passível das mais hilariantes e injustas conclusões. Muitos há que incluo naquele vasto lote de pessoas às quais não se reconhece globalmente capacidade e conhecimentos para uma discussão profunda sobre determinado assunto, mas que, graças à sua agilidade verbal e algum espertismo baseado no senso comum, vão dando a ideia aos demais de que percebem um pouco de tudo e são capazes de dirimir argumentos contrários de maneira contundente, ao ponto de monopolizarem qualquer diferendo.
Daí que, neste caso concreto, prefira ouvir e aguardar novos desenvolvimentos, evitando alimentar discussões estéreis e conclusões precipitadas sobre uma matéria, a propósito da qual estaremos a ser bombardeados com muito ruído, tão próprio de casos mediáticos que importa continuar a alimentar para segurar audiências. Chega a ser confrangedor ver determinados directos televisivos com jornalistas na Aldeia da Luz ou em frente das instalações da PJ, que nada de novo têm para dizer, mas que são obrigados a permanecer no ar longos minutos, recapitulando quase até à exaustão aquilo que estamos fartos de ouvir, com carácter quase telenovelesco.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

> Regresso ao país real

Terminado o mês de Agosto, tradicional período de férias para a maioria dos portugueses, eis que o país regressa à normalidade. Para muitos portugueses acabou a “ilusão” das férias e regressam as “dores de cabeça” do quotidiano, desde logo o reinício das aulas, o que corresponde, para milhares de famílias, a mais despesas com a compra de manuais escolares. Este costuma ser um momento particularmente difícil, sobretudo para quem não goza de desafogo financeiro. A propósito, fico atónito quando vemos reportagens televisivas com anúncios de créditos bancários para a compra de livros.
Direi apenas que muito mal andarão as finanças desses agregados quando já não conseguem reunir meios para suportar as despesas com a compra de manuais escolares. Na maioria das situações serão famílias que efectivamente auferem de rendimentos magros e que, por isso, já não têm folga para suportar este embate.
Mas, receio que muitos casos que recorrem esse tipo de crédito sejam os mesmos que, há poucos meses, também já terão acorrido à banca para irem passar umas férias de sonho, daquelas que vêm nas revistas e que custam uns milhares de euros. São os tais casos que, inebriados pela onda desenfreada do consumismo, contam para as tristes estatísticas portuguesas, segundo as quais o endividamento das famílias é já superior a 150 por cento do rendimento! Esta situação tenderá a piorar nos próximos meses, agora que se sabe que a taxa de referência para o crédito à habitação, ditada pelo Banco Central Europeu, continuará a subir, daí decorrendo encargos acrescidos para os que todos os meses têm de pagar as suas prestações à banca pela aquisição de casa própria. Mais graves são aquelas situações em que as prestações subiram de tal maneira que ultrapassaram já o limiar do suportável para as famílias.
É certo que milhões de portugueses continuam a viver acima das suas possibilidades. O recurso ao crédito para a casa, para o carro, para os electrodomésticos e para as férias, etc., quando realizado de forma quase compulsiva, avesso a factores de racionalidade, sem atentar em cenários futuros, como a possível subida das taxas de juro, permite temporariamente manter um nível de vida relativamente alto, muito útil para alimentar aparências junto de amigos e familiares, mas redunda, a prazo, em situações aflitivas para muitos agregados familiares, o que é cada vez mais comum nos grandes centros.
Bom seria que, nestas alturas do ano, o nosso Governo e a associações de defesa do consumidor avançassem com grandes campanha de sensibilização da população para os perigos do endividamento excessivo. Se o fizessem estariam a prevenir situações muito complicadas.
Mas este regresso às aulas também é uma enorme dor de cabeça para a classe profissional dos professores. Mais uma vez, os docentes vieram a terreiro criticar a colocação nas escolas. Desta feita, pelo que temos ouvido, terão ficado sem colocação cerca de 40 mil candidatos. Na óptica dos sindicatos, este número quer dizer que há cada vez menos professores nas escolas e que, por isso, a qualidade do ensino vai piorar, nomeadamente nos alunos com necessidades educativas especiais. Já do lado do Ministério da Educação, justifica-se esta redução com base no abaixamento do número de alunos nas escolas e com a afectação às actividades lectivas de grande quantidade de docentes dos quadros de escolas que estariam, até agora, afectos a outras actividades dentro dos estabelecimentos escolares, por exemplo ao nível da direcção. O governo garante ainda que os professores colocados são suficientes para as necessidades.
Quem não é parte interessada directamente neste diferendo acaba por ficar confuso, não sabendo quem efectivamente tem razão. Para a maioria da população, importa saber se, efectivamente, estão garantidas as condições para um ensino de qualidade dos nossos filhos, no plano da afectação de recursos humanos (docentes e não docentes) e materiais (instalações e material didáctico e pedagógico). Pouco importarão os problemas profissionais dos que sonham serem docentes, aos quais seremos sensíveis, mas, em nome da verdade, não são muito diferentes de outras classes profissionais, que não podem cruzar os braços face às mudanças em curso no mundo do trabalho, que exigem maior flexibilidade.

sábado, 1 de setembro de 2007

> Um testemunho de altruísmo impressionante


Na edição desta semana do EXPRESSO DE FELGUEIRAS publiquei um artigo a propósito do trabalho extraordinário e sem qualquer remuneração que Fátima Ribeiro desenvolve todos os anos, durante as suas férias, junto das comunidades pobres dos países africanos de expressão portuguesa. Já passou por Moçambique e Angola e partiu este fim-de-semana para Cabo Verde. Para as terra do ultramar tem levado calor humano e carinho e da lá tem trazido verdadeiras lições de vida e uma gratidão imensa de quem nada mais tem para oferecer.
O relato das suas experiências nas savanas africanas é impressionante, falando-se das profundas privações em que vivem aqueles povos. A crueza das palavras mescla-se com o extraordinário altruísmo evidenciado por esta mulher traduzem-se num amontoado de emoções que fervilham no nosso peito, convidando-nos a uma reflexão.
Convido todos a ler a reportagem no jornal ou no site http://www.expressofelgueiras.com/noticia.asp?cod=607 , publicado em versão integral.


> As férias e (a falta) de civismo...

Agosto foi para a maioria dos portugueses sinónimo de uns quantos dias de férias. Este foi também um período particularmente fértil para constatarmos alguns pormenores que infelizmente vão atestando a visão crítica que tenho retratado nestes editoriais a propósito da falta de civismo que caracteriza muitos dos nossos compatriotas.
Nas zonas verdes, pontos dos habituais piqueniques, lá vamos encontrando os despojos de lixo deixados por uns quantos energúmenos. Estas pessoas deixam todo o tipo de lixo nas nossas matas, revelando uma grosseira falta de educação e respeito pelos demais cidadãos. Recordo, a propósito, que minutos após a passagem da Volta a Portugal pela serra da Estrela ali se podia encontrar toneladas de todo o tipo de lixo, inclusive restos de comida, deixados pelos que tinham ido ver passar os ciclistas. Aqui, em Amarante, num fim de tarde de domingo, terminados os piqueniques, a florestal também é um mau exemplo. Nas praias, o cenário repete-se. Nos areais não faltam as beatas de cigarros, invólucros de gelados e recipientes de refrigerantes. Nos mega-concertos de Verão o cenário é ainda mais arrepiante, pela quantidade dos resíduos deixados e por sabermos que quem o produz são os jovens, o que não augura nada de bom para o futuro... Outro elemento que em nada abona para a imagem cívica de um povo é a forma como se estaciona os automóveis. Direi que por estes dias estivais vale quase tudo quando se procura um lugar para deixar o automóvel. Os passeios são invadidos por automóveis, que roubam espaço aos peões. Curiosamente, os que cumprem a lei são os que acabam por ser prejudicados. Aconteceu com uma pessoa amiga, há dias, próximo de uma praia, onde tinha estacionado o meu automóvel. Para o fazer de acordo com a lei, tinha deixado o carro a algumas centenas de metros da praia. Mas, quando voltou deparou-se com uma situação caótica, porque outros automobilistas haviam estacionado os seus carros ao lado do seu, em segunda e terceira fila. Conclusão: queria sair e não podia, ficando com os nervos em brasa. Além disso, outros condutores sofriam dentro dos seus automóveis, porque não conseguiam passar em determinados pontos da rua devido ao estacionamento selvagem. Um caos completo, sem que se vislumbrasse nas proximidades qualquer agente da autoridade.
Continuando a discorrer sobre a falta de civismo, ocorrem-me outras situações gritantes. Nas auto-estadas as ultrapassagens são muitas vezes feitas pela esquerda. Também são usuais as situações em que os automobilistas que cumprem os limites de velocidade, quando fazem uma ultrapassagem a um automóvel mais lento, são insultados por uns "chico-espertos", que seguem atrás de si muito frenéticos, que se julgam os ases do volante e ousam pensar que a lei é só para os outros. Além disso, de dentro dos automóveis, voam por vezes objectos e até secreções que conspurcam a via pública, para não falar do risco repugnante de atingirem quem viaja no veículo que segue atrás.
Nos restaurantes mais concorridos, os clientes avolumam-se e esperam mesa. Os mais espertos são geralmente os que conseguem lugar mais rapidamente, na maioria das vezes ultrapassando de formas menos próprias quem aguarda civilizadamente um lugar para saciar o apetite. Nesses restaurantes, cafés ou pastelarias os não fumadores são obrigados a inalar o resultado de um vício individual que interfere na liberdade de terceiros. No pavimento das principais praças do país vão-se avolumando chicletes, deixadas por gente sem escrúpulos, que não consegue alcançar o mal que estão a provocar à imagem das urbes onde caminham. E nos vidros dos carros vamos encontrando outra praga dos tempos modernos: toneladas de papéis a anunciar as festas dos bares e discotecas, que acabam quase sempre no chão, sujando as ruas das nossas cidades, sem que os mandantes da colocação dos papéis sejam responsabilizados.
Ainda a propósito da falta de civismo, ocorre-me comentar brevemente o patético abaixo-assinado de uns quantos lisboetas, e não só, incomodados com as multas decorrentes da instalação na capital de uns radares controladores de velocidade. Será que esses senhores querem que seja criada uma lei especial para eles, que altere o limite de velocidade dentro das localidades, especialmente concebida para a capital, onde, em determinados pontos - entenda-se ruas de cariz claramente urbano -, poder-se-ia circular a 80 ou 90 quilómetros por hora? Sem comentários...

domingo, 26 de agosto de 2007

> Diabos à Solta em Amarante (Fotos > Armindo Mendes > Todos os direitos reservados)








Na passada sexta-feira à noite, os diabos saíram à rua em Amarante, na "Noite dos Diabos à Solta".
Cerca de 300 figurantes, quase todos amarantinos, em colaboração com o Teatro Filandorra, trajaram-se de diabos na noite de S. Bartolomeu e reviveram, num clima de enorme misticismo, uma tradição antiga das gentes amarantinas, uma espécie de culto pagão.
Nas ruas do centro histórico estiveram milhares de pessoas, mas foi no largo de S. Gonçalo que tudo foi mais intensamente vivido.
Foi mais uma actividade interessantíssima promovida pela Câmara Municipal, no âmbito do programa “Amarante Anima”, que tem, neste Verão, proporcionado animação quase diária ao burgo de Pascoaes, com música de todos os estilos, teatro, pintura, fotografia, artes circenses, etc.
Parabéns à organização, por estar a ser capaz de conferir a Amarante um cunho cada vez mais urbano, mas sem esquecer as raízes ancestrais da cultura de um povo.
Estas foram algumas imagens que retive com a minha câmara.

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

> Passeio à rota das aldeias históricas...











Saciando a minha paixão pela história, no passado fim-de-semana repeti a rota das aldeias históricas, nas beiras Alta e Baixa do nosso Portugal.
Recordei as aldeias medievais de Sortelha, Castelo Mendo, Almeida, Linhares e ainda passei por Belmonte. Há alguns anos já tinha estado em Monsanto, Folgosinho, Idanha-a-Velha, Castelo Novo, Castelo Rodrigo e Penha Garcia.
Para uma próxima oportunidade ficou Marialva, próxima de Trancoso, que ainda não conheço.
São aldeias magníficas, muito bem preservadas, quase todas com os seus castelos, que retratam o passado heróico dos nossos antepassados da raia, sobretudo o quanto foi duro sermos hoje um Estado independente.
No final ainda dei um saltinho à minha serra preferida: O Açor, terra do xisto. Ali “revisitei” coisas lindas, como o Piódão e as fantásticas quedas de água da Fraga da Pena.
Para não andar carregado, não quis levar equipamento profissional de fotografia. Captei estas imagens com a minha pequena Nikon compacta Coolix E4100, que partilho agora com os meus amigos…

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

> Desvios de um caminho certo...

Por estes dias as notícias continuam a dar conta da subida dos preços dos combustíveis em Portugal. Assistia há dias, num dos canais da RAI, a um noticiário no qual se exibia, com espanto do jornalista, um gráfico que apontava o nosso país como um dos que pratica preços mais elevados na gasolina e no gasóleo.
O espanto do jornalista transalpino faz sentido, porque é conhecedor do baixo nível de rendimento dos portugueses - o mais baixo da Europa a 15. Imaginava o repórter o esforço que cada “portuga” teria de fazer para, com o mais baixo rendimento do velho continente, suportar os combustíveis mais caros.
Nessa reportagem eram exibidas entrevistas de rua com vários cidadãos italianos, que iam comentando mais um aumento dos combustíveis. Todos protestavam e alguns diziam que o gasóleo e a gasolina tinham atingido valores quase insuportáveis. Assistindo à reportagem, ia confidenciando com os meus botões o quanto os italianos, apesar e tudo, no caso em apreço, até são pessoas com sorte, porque, como se sabe, têm um rendimento médio muito superior ao dos portugueses e, por isso, terão mais capacidade para suportar os custos do combustível.
Mas, perguntarão alguns leitores mais desatentos, a que se devem os preços tão altos do combustível em Portugal, quando todos os países da Europa Ocidental adquirem o “ouro negro” nos mercados internacionais a preços semelhantes?
Tudo tem a ver, como saberão os mais atentos, com o imposto cobrado no nosso país, o chamado ISP, que é um dos mais elevados da Europa. Li há dias num jornal de economia que mais metade do que pagamos nas bombas de gasolina vai para os cofres do nosso guloso Estado. É também este Estado responsável por abocanhar mais “uma pipa” de impostos nos automóveis que compramos, transformando-os nos mais caros da Europa. Quando, há uns anos, adquiri uma viatura diesel de cinco lugares tive a curiosidade de ver quanto custava o mesmo automóvel em Espanha. Com meia surpresa constatei que custava menos cerca de cinco mil euros do que em Portugal. Se à diferença de preço acrescentarmos o nível do poder de compra dos dois países, concluiremos que um automóvel do lado de cá da fronteira custará cerca do dobro do que custa por terras castelhanas. Fiquei revoltado e, por instantes, apeteceu-me ser espanhol! O preço da gasolina e dos automóveis são apenas dois entre muitos exemplos (ocorre-me também o diferencial brutal da taxa do IVA) do quanto os portugueses estão a anos luz dos nossos vizinhos.
Obviamente, todos temos aquele orgulho de sermos portugueses. Prezamos a nossa história, a nossa cultura, prezamos a nossa língua e a maioria de nós nem sequer equacionaria uma hipotética mudança de nacionalidade. Obviamente que adoro o meu país, cujo hino ouço com profunda emoção.
Esse amor pátrio, mas de povo sofrido, num estado de alma tão lusitano, não nos deve inibir de reflectirmos porque somos tão mal tratados por um Estado luso tão guloso. Um Estado que nos sufoca com impostos intermináveis, sem que, como contrapartida, tenhamos serviços públicos de qualidade, compagináveis com o nível de taxas que somos obrigados a suportar.
Também é legítimo a cada português ousar questionar a Europa que temos. Uma Europa que nos obriga a mil e uma coisas, cumprindo uma teia de directivas e sufocando-nos com taxas de juro determinadas em Berlim ou Bruxelas à revelia dos interesses dos mais pequenos, mas que não é capaz de impor aos Estados gulosos, como o nosso, modelos fiscais tão harmonizados quanto possível, porque a imposição das taxas de juro não tem as mesmas consequências em todos os estados. Por cá, por exemplo, o impacto do aumento das taxas é brutal, atendendo que os portugueses não têm a mesma capacidade financeira dos alemães ou dos holandeses.
Pode parecer um paradoxo, mas sou defensor do processo de construção europeia, porque entendo que no deve e haver, tem valido a pena a nossa aposta de integração.
Mas essa convicção não nos deve tolhir de ousar questionar aqueles que nos parecem ser os desvios de um caminho…

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

> Mostra do Tâmega: ponto de partida

A Mostra do Tâmega que decorreu recentemente em Amarante é um sinal positivo do quanto um bom entendimento entre os municípios da região pode redundar em iniciativas importantes, como este certame.
Os resultados das eleições autárquicas de 2005 trouxeram, de facto, uma lufada de ar fresco na forma como os municípios do Baixo Tâmega perspectivam o associativismo.
A ida às urnas ditou o desaparecimento do poder dos dois autarcas que mais resistiam ao espírito associativo: Ferreira Torres, em Marco de Canaveses, e Emília Silva, em Baião. Eram duas pessoas, que perfilhavam um cunho muito individualista e que, visivelmente, não se reviam no esforço que outros autarcas da região, nomeadamente Amarante, iam desenvolvendo no sentido de conferir a este espaço territorial uma visão mais concertada do futuro. Hoje o desenvolvimento não pode ser visto numa mera perspectiva de capela, com cada concelho a olhar exclusivamente para o seu umbigo. Infelizmente, também por cá, em Amarante, ainda há muita gente que continua a alimentar uma visão redutora de desenvolvimento, quase do tipo orgulhosamente sós, como se viu recentemente com a mesquinha resistência dos apoiantes de Ferreira Torres e até o PSD à adesão do município de Amarante à Fundação Eça de Queiroz, só porque aquela tem sede em Baião. Já é tempo de deitarmos para trás das costas as invejas do vizinho do lado e olharmos para ele, não de soslaio, mas como parceiro, entre iguais, num trilho de desenvolvimento.
Os municípios são demasiado pequenos para, num quadro nacional e europeu, enfrentarem, isolados, os desafios de futuro. As grandes estratégias de desenvolvimento têm de ser pensadas e desenvolvidas num contexto regional, aliás como já está implícito no novo Quadro de Referência Estratégica Nacional, cujos fundos estão vocacionados para projectos de um âmbito que extravase as fronteiras de um qualquer município. Há que equacionar as políticas numa lógica regional, dotando o conjunto destes seis concelhos, de forma equilibrada e adequada às características de cada um, das ferramentas essenciais para vencer, falemos nós de equipamentos colectivos, acessibilidades, investimentos na indústria ou em infra-estruturas turísticas.
Hoje, no Baixo Tâmega respira-se confiança, porque os seis municípios têm em comum a vontade de trabalhar em conjunto. Percebe-se que há um bom relacionamento pessoal entre os autarcas e isso, como se sabe, facilita bastante o trabalho em equipa.
O Baixo Tâmega foi visto durante muitos anos, inclusive pelos sucessivos governos, como uma região difícil, também porque os autarcas não apresentavam coesão bastante para trabalhar em conjunto. Lembramo-nos todos, há alguns anos, do atribulado processo de construção de um aterro sanitário que pusesse termo ao cancro das lixeiras. Durante anos, os autarcas não se entenderam sobre a localização. Alguns queriam ver resolvido o problemas, mas, numa visão muito ortodoxa, desde que o aterro não fosse parar aos seus concelhos. Foi assim durante anos até que, um dia, apareceu cá um ministro do Ambiente com “mão de ferro” e deu um murro na mesa. Ou os autarcas se entendiam ou ficariam com um problema gravíssimo entre mãos. Esse ministro chamava-se José Sócrates e a ele se deve o facto de hoje termos uma empresa, a Rebat, com capitais públicos, inclusive dos seis concelhos, que gere com sucesso a política de resíduos sólidos na região.
Esta foi uma boa experiência, aliás a única com efectiva dimensão, que o Baixo Tâmega foi capaz de construir. Mas ficou a ideia, consubstanciada em resultados práticos, de que, em determinadas áreas, trabalhar em equipa é sempre mais fácil e eficaz do que isoladamente.
Hoje em Marco de Canaveses e Baião temos autarcas de espírito aberto e moderno, que percebem as vantagens num entendimento estratégico com Amarante e com os municípios de Basto. Os nossos presidentes de Câmara estão sinceramente convencidos de que as sinergias criadas entre os seus municípios são fundamentais para ajudar a tirar a região da cauda do país. Mais ainda: estes autarcas tem de saber partilhar ideias, projectos e recursos porque só assim o Baixo Tâmega fará vingar a sua identidade, agora que se sabe que o QREN obriga a projectos conjuntos com o vizinho Vale do Sousa, uma região com muito mais pujança económica e coesão intermunicipal.
Esta Mostra do Tâmega é a primeira. Talvez por isso ainda dê mostras de alguma fragilidade, o que é natural. Mas, foi importante a sua concretização como plataforma para outras Mostras do Tâmega, nos próximos anos. Provou-se que foi possível realizar algo em comum, vencendo-se desconfianças antigas. Neste certame já se podem ver empresas de vários concelhos, que disseram presente ao repto da associação de municípios. Mas também outras não quiseram ou puderam vir, mas essas hão-de vir um dia, desde que percebam que vale a pena mostrar os seus produtos e serviços para um público que também ser quer cada vez mais regional e até nacional.

segunda-feira, 23 de julho de 2007

> Olhar sensual no Descalço 2007

Foto: Armindo Mendes > Direitos Reservados

segunda-feira, 9 de julho de 2007

> Oposição musculada?

A última sessão da Assembleia Municipal de Amarante confirmou o que já se adivinhava: o PSD concelhio está com uma nova estratégia, assente numa oposição musculada ao executivo minoritário liderado por Armindo Abreu.
Ser-se oposição num executivo de maioria absoluta ou ser-se oposição num contexto de maioria relativa são coisas bem distintas. Além disso, ser-se oposição no quadro de um movimento político efémero como o protagonizado por um projecto independente e pessoal ou ser-se oposição enquanto partido político estruturado na democracia portuguesa são também coisas bem distintas. O sentido de responsabilidade e visão de futuro num ou noutro contexto são diferentes.
O PSD não pode dizer que quer levar por diante, no executivo, o projecto que apresentou ao eleitorado, porque esse foi derrotado nas urnas. Os sociais-democratas, enquanto homens e mulheres com sentido de responsabilidade, têm de aceitar as regras da democracia. Não podem querer impor aos amarantinos aquilo que eles não sufragaram nas urnas. Não devem querer fazer vingar as suas posições, aliando-se a um movimento de cariz iminentemente pessoal contra o qual se bateram na última campanha eleitoral. Creio que muitos sociais-democratas estão equivocados. Esquecer-se-ão os dirigentes desse partido que quem votou no seu projecto não se revia também no que era proposto pelo movimento ao qual se está agora a aliar de forma mais ou menos assumida, pelo menos no quadro do executivo? Aliás, o líder do PSD, Alberto Sampaio, desafiado pelos socialistas a esclarecer o posicionamento estratégico do seu partido, acabou por se contradizer na última AM, ao negar estar em curso um processo de coligação e logo a seguir dizer que “temos maioria”. O dirigente referia-se, eventualmente num lapso de linguagem, à coligação na Câmara PSD/Amar Amarante. Aliás, já vamos ouvindo da boca de alguns dirigentes laranja: “agora não deixamos passar nada”. Claro que nesta expressão está implícito um espírito de oposição permanente ao poder socialista, só possível porque assenta na premissa de que hão-de contar sempre com o apoio do movimento Amar Amarante, uma força que desde a primeira hora e pelas razões conhecidas se opõe com “unhas e dentes” à gestão de Armindo Abreu.
O PSD tem dito nos últimos dias que os seus autarcas e dirigentes pensam pela sua própria cabeça, o que é legítimo. Dizem que têm um projecto e é por ele que devem lutar. Só não se compreende que a luta se esteja a fazer num órgão executivo, comprometendo a governação do executivo. A legítima necessidade de afirmação do projecto alternativo do partido na praça pública não deve ser feito no quadro do executivo municipal, adoptando uma oposição sistemática. Isso é sobrepor os interesses do partido aos do concelho.
Parece-me um erro estratégico do PSD. Há momentos para a luta política e momentos para o primado do sentido de responsabilidade. No executivo, o PSD, enquanto partido com legítimas aspirações ao poder, devia, em nome dos interesses do concelho, procurar entendimentos com o PS e esses só eram alcançados adoptando uma postura menos crispada, que quase sempre redunda em posições extremadas de ambas as partes.
O líder do PS na AM, Abel Coelho, afirmou que se esta postura do PSD se mantivesse não hesitaria em propor ao seu partido uma clarificação da situação política, entenda-se, presumo, eleições intercalares. Será que é isso que o PSD anseia com esta estratégia de oposição musculada? Se assim for, estará a sobrepor os interesses partidários aos do município, porquanto a marcação de eleições iria provocar uma paralisação do concelho, que teria um novo executivo para apenas um ou dois anos, por isso sem tempo para concretizar um programa minimamente sustentado. E nessas eventuais eleições intercalares dar-se-ia corpo à grande coligação de centro direita que o ex-líder do partido, Abel Afonso, sugeriu recentemente? E essa coligação integraria elementos ditos de direita que estiveram no movimento Amar Amarante, contra os quais o PSD tanto se bateu e apelidou do movimento populista? Creio que esse partido estaria a lavrar numa enorme incoerência, que o eleitorado terá dificuldade em compreender. Além disso, como se lê nos livros da ciência política, daria azo à vitimização do Partido Socialista.
Não era mais lógico ao PSD criar condições de governação no executivo, negociando com os socialistas algumas contrapartidas políticas, enquanto, além de arrumar a sua casa, ia estruturando o um projecto alternativo para daqui ou dois anos o submeter ao veredicto do eleitorado?

segunda-feira, 25 de junho de 2007

> O tempo está a mudar

Quase todos os anos, em Junho, costumo passar uns dias de férias no Algarve. Este ano aconteceu algo que acabou por fugir ao habitual. Reporto-me às condições climatéricas com que efectuei a viagem de automóvel até ao Sul do país. Nunca, nesta altura do ano, o tinha feito sob chuva tão intensa, que me acompanhou até à zona de Santarém. Só muito perto do Algarve o sol despontou por entre as nuvens. A viagem tornou-se muito mais cansativa, atendendo à velocidade reduzida e à atenção redobrada a que me vi obrigado. Este desinteressante intróito vem a propósito de uma reflexão que me proponho fazer a propósito das alterações climáticas que todos vamos observando. As nossas gerações apercebem-se que o tempo está a mudar. Os mais velhos fazem frequentes observações no sentido de que antigamente o tempo era mais previsível, consoante as estações do ano. Eu próprio tenho essa sensação, recordando a infância e o tempo que então se fazia sentir nas diferentes estações.
Os técnicos da meteorologia são muitas vezes convidados pelos “media” a comentar situações aparentemente anormais do estado do tempo: quando faz muito frio, muito calor, chove demasiado ou enfrentamos períodos estivais demasiado longos. Quase sempre vão dizendo que estas fases ditas anormais acabam por não ser tão anómalas, se vistas num quadro mais alargado de tempo - décadas ou até séculos -, adiantando dados estatísticos que sustentam as suas teses. No entanto, vai havendo outros técnicos, de várias especialidades científicas, que defendem que as alterações climáticas que vamos sentindo não são virtuais, existem mesmo e têm dados que as comprovam, sobretudo o aumento da temperatura média do planeta, que tem consequências enormes no clima e no despoletar de situações climatéricas extremas, como períodos muito longos de seca em determinadas zonas do globo onde não eram habituais, ou chuvas intensas noutras zonas do planeta até há pouco nada propensas a esses fenómenos meteorológicos, já para não falar da quantidade inusitada de grandes furacões que vão fustigando vários países.
A comunidade científica há muito que alerta o mundo para as loucuras que continuamos a praticar, enviando para a nossa atmosfera milhões de toneladas de gases poluentes que acentuam o efeito de estufa e assim provocam o aumento gradual da temperatura. Todos os anos são tornados públicos dados que comprovam o progressivo desaparecimento das grandes massas geladas do planeta, nos dois pólos, o que vai aumentando o nível médio dos oceanos. De tal forma assim é que muitas zonas costeiras em todo o mundo estão em risco de desaparecer, o que já está a ocorrer com algumas ilhas do Pacífico e do Índico. A subida das águas, dizem os entendidos, explica em parte as alterações climáticas, uma vez que alteram o equilíbrio entre as massas de ar da nossa atmosfera.
Todos vamos ouvindo e lendo este tipo de informações. Sabemos que somos também culpados e claro que ficamos apreensivos. Porém, independentemente daquilo que, a título individual, poderemos fazer para ajudar o planeta, ficamos com a sensação de que o que há a fazer depende essencialmente de decisões urgentes a tomar pelos governantes do mundo, sobretudo pelos estadistas dos países ditos industrializados, os que são responsáveis pela emissão de maiores quantidades de gases poluentes. Alguma coisa se tem feito para tentar controlar a poluição, impondo quotas de poluição aos países, pelo menos os que têm subscrito acordos internacionais. Algumas nações, sobretudo europeias, têm feito progressos significativos a esse nível, apostando em fontes de energia renováveis e não poluentes, como a energia das marés, o aproveitamento biomassa ou a fonte eólica. Pena é que o maior poluidor do mundo se mantenha à margem deste esforço. Os Estados Unidos da América têm-se recusado a assumir compromissos com a comunidade internacional no sentido de reduzirem as suas emissões. É mais um gesto egoísta de uma grande potência que está mais preocupada em continuar a sustentar a sua máquina industrial muito assente nas fontes de energia poluentes como o petróleo ou o carvão e um modo de vida que cultiva um consumismo desenfreado.
Enquanto os EUA e outros grandes poluidores como a Índia ou a China não arrepiarem caminho nesta importante matéria, o nosso planeta vai ficando mais sujo e o clima vai deixando de ser aquilo que era…